Gestão de TI

Software as a service – muito ainda a provar

07.13.09 | Permalink | Deixar comentário

Software as a Service (SaaS) é um modelo de oferta de software na qual um provedor licencia uma aplicação para os clientes para uso como serviço sob demanda. A aplicação de software fica hospedada nos servidores do provedor (ou é transferida para um dispositivo de propriedade do consumidor), e permanece ativa até o contrato de uso expirar.

O número de empresas (principalmente start-ups) oferecendo software as a service cresce a cada dia. Eu recebo solicitações frequentes de pequenos negócios para testar seus aplicativos usando uma conta gratuita, na expectativa por parte do provedor que eu acabe gostando do produto (normalmente um aplicativo para gerenciar projetos ou requisitos de sistemas de informação) e o recomende para clientes ou para adoção pelas empresas de consultoria para as quais trabalho.

O grande problema com esse modelo são os riscos envolvidos. Os aplicativos são normalmente de boa qualidade, tendo se beneficiado do feedback de muitos usuários voluntários durante a fase de desenvolvimento, e alcançado um bom nível de qualidade da funcionalidade e usabilidade do produto. Mas a dificuldade começa quando se coloca as seguintes perguntas:

- Como ter certeza de que os dados estão seguros na mão de terceiros? Com um software instalado em servidores internos, a empresa tem total controle sobre backups e outros mecanismos de proteção da integridade, disponibilidade e sigilo da informação armazenada. Usando SaaS, o grau de controle é extremamente reduzido, e as vantagens que o aplicativo pode ter em termos de funcionalidade podem não compensar os riscos de exposição (e dependência externa) de dados críticos.

- O que acontece se o provedor de SaaS sair do mercado? O número de start-ups que não decolam depois de uma rodada inicial de investimentos é enorme. Se uma empresa resolve utilizar os serviços de um provedor e tem o serviço interrompido após um período, os prejuízos podem ser gigantescos. Mesmo que seja possível extrair uma cópia dos dados, trocar de provedor pode exigir um esforço substancial de migração, e causar o atraso de projetos que dependiam da ferramenta externa para sua continuidade.

Software as a service pode representar vantagens em termos de nível de serviço e de suporte em relação a soluções open source, mas para muitas empresas essas vantagens ainda não se mostraram suficientes para justificar a adoção do modelo SaaS.

O grande desafio das empresas apostando exclusivamente nesse modelo definitivamente não é provar que o software ofertado agrega valor ao negócio, mas sim que os benefícios do modelo no qual ele é vendido realmente superam os riscos.

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Gestão de TI

B2B, Enterprise 2.0 – mais definições

05.29.09 | Permalink | Deixar comentário

A área de TI sofre de uma falta de definições claras para jargão usado por fornecedores e empresas de consultoria, o que acaba gerando confusão e mal-entendidos entre os profissionais da área.

Aqui vão as minhas propostas de definição para alguns termos sujeitos a múltiplas (e muitas vezes conflitantes) definições:

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Gestão de TI

A diferença entre Gestão e Governança de TI (II)

05.19.09 | Permalink | 1 comentário

Thiago pergunta:

Ola adriana
Achei interessante o tópico, pois vejo muita confusão em torno da diferença de gestão e governança. Não sei se entendi bem, mas gestão de TI seria mais voltada apenas ao setor de TI em uma determinada organização, enquanto a governança de TI trabalha alem do próprio setor de TI, a relação com as necessidades e objetivos dos demais setores?

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