Sarah Lacy, que escreve para a BusinessWeek, pretendia passar as duas próximas semanas no Brasil fazendo pesquisa para um livro sobre empreendedorismo em mercados emergentes. A viagem teve que ser cancelada porque o visto, prometido para duas semanas atrás, ainda não foi emitido.
Segundo artigo publicado pela TechCrunch, o problema foi causado pela instalação de um novo sistema nos escritórios dos consulados brasileiros, com computadores enviados em número insuficiente e sem o software adequado para processar os pedidos.
Sarah reclama, depois de ter que cancelar a viagem por conta dos prazos prometidos e não cumpridos:
You want to show your IT prowess? How about outfitting your consulates with computer systems that work? Or maybe rolling it out slowly so other offices could handle the overflow. Or training people on it first.
(…)
The country should be embarrassed, and its businesses should be furious. I’m going to aim to try this whole Brazil thing again in December or January. It’s not the entrepreneurs’ or our readers’ fault this happened, and I still believe there are great stories in Brazil that I want to report. But when you’re harder to get into than China, it doesn’t bode well for foreign investment, Brazil.
De acordo com o artigo, a viagem de muitos americanos foi impedida pelo atraso na emissão dos vistos. Realmente, fica difícil querer se colocar como um pólo atraente para offshore outsourcing quando até mesmo uma simples viagem ao país pode ficar comprometida pela dificuldade de se conseguir visto. Muitos comentários no site TechCrunch reclamaram da posição da autora, considerada arrogante, mencionando a questão da reciprocidade de visto entre os países, mas o fato é que o prazo para tirar visto para os Estados Unidos pode ser longo, e o processo complicado (além de sem garantia de sucesso), mas pelo menos não se ouve falar de atrasos de última hora causados por falta de planejamento da continuidade do serviço.

Nesse ponto, a informática privada e a pública são iguais. Errou, dançou! As boas práticas de gerenciamento de projetos, gestão de mudança e controle, entre outras, são intercambiáveis. Mas, é claro, que o escopo de um projeto público envolve muitas vezes um risco considerável. Espero que os outros sucessos do Brasil na área pública abafem este deslize!
Vamos torcer que os sucessos apareçam, Fernando, e que a impressão negativa do lado de planejamento e gestão se dissolva com o tempo!